Esta fonte encontra-se na estrada principal de Barbines, Alcobertas.
Cidadania RM - Rio Maior
Este Blogue pretende ser um Fórum aberto a todos de modo a criar um espaço comunitário para mostrar o que a nossa terra tem de melhor, mostrar o que está menos bem e ser um ponto de discussão sobre assuntos relacionados com o Concelho de Rio Maior. O único interesse deste espaço é dar uma nova voz positiva a Rio Maior e aos Riomaiorenses não havendo nenhuma motivação ideológica, política ou bairrista. CIDADANIA.RM@GMAIL.COM é um ponto aberto para o seu contacto.
Sábado, 26 de Maio de 2012
Sábado, 19 de Maio de 2012
O Leão de Rio Maior
Numa entrevista realizada pelo jornalista Fernando Pessa
[N1902-F2002], um popular referiu ter visto na zona da Estranganhola um leão à solta.
Fernando Pessa ironiza sobre o assunto, mas o relato veio-se a confirmar ser
verídico.
Segundo consta, o leão estava a ser guardado em segredo num
local abandonado e conseguiu fugir. O dia da fuga coincidiu com o dia do
Festival da Eurovisão. O leão foi avistado por alguns pastores e após a entrevista
que Fernando Pessa realizou para a televisão, nasceu o mito do Leão de Rio
Maior.
Este relato aconteceu no início da década de 70 do século
passado, antes da revolução do 25 de Abril de 1974.
Como curiosidade, o tema ‘Leão de Rio Maior’, em 1994, foi o título da faixa
nº07 do disco ‘O Melhor dos Melhores’ de Eugénia Lima.
Eugénia Lima é uma acordeonista portuguesa, nascida a 29 de
Março de 1926 em Castelo Branco. Reside em Rio Maior desde 1971 e foi
recentemente, a 18 de Agosto de 2011, homenageada pela Câmara Municipal de Rio
Maior.
Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
Buraco dos Mouros em Arrouquelas
Buraco dos Mouros fica na encosta do Corticinho em
Arrouquelas.
Segundo a história verbal que passou por várias gerações,
aqui existiu em tempos um posto de vigia dos mouros. Faz algum sentido, pois
esta encosta é virada a Norte que foi de onde os Cristãos vinham a conquistar
estas terras. Também segundo a história verbal, este Buraco dos Mouros tinha
ligação com a quinta do Horte que fica entre a Póvoa de Manique e Vila Nova de
São Pedro.
A realidade é que este local é hoje em dia quase mágico. Quem
aqui vem passa a entrar num ambiente diferente de qualquer paisagem que lhe
fique perto.
Esta garganta é fruto de o terreno ser muito arenoso e de estar
a ser cavado por um pequeno ribeiro que por aqui passa. Sempre que chove, mais
um pouco da areia fina é arrastada pela água e mais cavado fica o
desfiladeiro.
Neste local também se dava uma espécie de iniciação dos
jovens da terra, em que estes eram incentivados a subir ao topo das ‘ilhas’ que
aí se formam.
O Buraco dos Mouros, fica a Sul da aldeia de Arrouquelas.
Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Projeto Horta Maior - Hortas Urbanas
A Câmara Municipal decidiu no ano passado dar início ao
projeto “Horta Maior” – Hortas Urbanas de Rio Maior.
Como outros municípios que já possuem Hortas Urbanas, também
Rio Maior pretendeu-se aliar a este estilo de viver em comunidade que permite
um desenvolvimento sustentável, promover a qualidade de vida e ajudar quem
assim pretender a melhor ultrapassar a atual difícil conjetura social.
Assim, em Novembro de 2011 foram abertas as candidaturas a
cada talhão, tendo sido definidos os critérios de seleção, como a ordem de
inscrição, a proximidade da residência à horta e a intenção do candidato na
adesão ao projeto.
A 25 de Abril deste ano, numa cerimónia realizada na Câmara
Municipal, foram atribuídas as primeiras 31 parcelas do total de 44
disponíveis.
O terreno com um total de cerca de 1.800 metros, dispõem de
44 parcelas (talhões) com 40 metros quadrados cada (8mx5m).
Atualmente os talhões distribuídos já podem ser cultivados e
a zona para além da água, também já tem as parcelas divididas e identificadas,
tem uma zona de arrumos e uma zona para compostagem. Ainda falta melhorar um
pouco as condições da zona afeta ao projeto e que os riomaiorenses adiram a
esta boa e útil iniciativa. As inscrições e a exploração das parcelas são
gratuitas.
Existem outras hortas urbanas espalhadas um pouco por todo o
país. Deixo de seguida um exemplo que me parece exemplar, de uma horta em
Lisboa, junto ao Centro Comercial Colombo e que para além de cada talhão estar
bem cuidado, foi criada toda uma envolvência que leva às pessoas aí se
deslocarem, como pista de ciclismo/atletismo e muitos bancos de jardim que
convidam à leitura de um livro.
As imagens com o esquema da Horta Comunitária de Rio Maior,
foram retiradas parcialmente da Internet, em:
Sábado, 5 de Maio de 2012
Tunel do Buraco da Moura
Em
Rio Maior, existiu em tempos um túnel em tijoleira, edificado pelos Romanos e
que servia para canalizar água para uma fundição de metais.
Este
túnel já não existe, mas foram descobertos vestígios dele quando foi construído
o parque de estacionamento dos funcionários da fábrica ‘Carnes Nobre’.
A
água seria então captada numa antiga represa que ficaria no mesmo lugar no qual
ainda hoje existe a represa da antiga central hidroelétrica, passaria em túnel pela
zona do estacionamento da fábrica ‘Carnes Nobre’ e assim chegaria à fundição
que existiria nas imediações.
O
túnel deveria ter um aspeto semelhante ao da figura seguinte.
Domingo, 29 de Abril de 2012
Kids Bike Tour - Arrouquelas
Realizou-se hoje o ‘Kids Bike Tour’, promovido pela
Associação de Cicloturismo “Os Amigos da Roda” de Arrouquelas.
Apesar de o dia não estar bonito e com chuva regular, o
clube conseguiu juntar cerca de 40 crianças bem dispostas, para este evento. A
juntar às crianças houveram outros tantos adultos que também quiseram dar o seu
contributo, participando no passeio.
Apesar de algumas quedas, que nestas provas existem sempre,
chegaram todos ao final do passeio a onde a organização a todos surpreendeu com
um lanche.
Excelente iniciativa deste clube, que mesmo em terras
pequenas, consegue mobilizar tanta gente.
As fotos do evento estarão disponíveis em:
Sexta-feira, 27 de Abril de 2012
Quinta do Vinagre em S.J. da Ribeira.
A Quinta do Vinagre situa-se em São João da Ribeira, junto à
empresa Tomatagro e constitui uma sociedade de exploração agrícola e turística.
Nesta quinta existiu em tempos um moinho movido com a água
do rio Maior.
Ainda lá se encontra o edifício, bem como a zona de entrada e
saída de água do ramal secundário do rio. O estado de conservação do edifício é
que é mau.
Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Cemitério de Rio Maior
O Cemitério de Rio Maior, encontra-se localizado na rua
Doutor Francisco Barbosa.
No meio do cemitério, existe uma torre, pertencente à
primitiva Igreja Matriz de Rio Maior.
Um pouco de história.
Em Rio Maior, existiu uma igreja no exterior do espaço da
aldeia e localizada na outra margem do rio. Pensa-se que a data de construção
desta igreja esteja compreendida no último quartel do século XII, mas ela não teve um papel decisivo
na organização e na fixação do povoamento. Aparece uma referência a esta igreja
no ‘Inventário dos Bens e Obituários de Santa Maria da Alcáçova de Santarém’,
documentos de D. Sancho I (1174-1211). Segundo consta, a construção não partiu
da iniciativa dos moradores, mas da Colegiada de Santa Maria da Alcáçova de
Santarém, à qual pertenceu até ao século XIV.
No século XIV, existem referências a um cemitério em Rio
Maior, o qual se encontrava perto da igreja.
Entre o final do século XV e o início do século XVI,
ergueu-se uma capela dedicada a Nossa Senhora, no interior da aldeia,
representando o primeiro edifício religioso de uso colectivo de Rio Maior
integrado no meio do povoado.
Em 1755 a igreja do século XII era a Igreja Matriz de Rio Maior mas houve um terramoto que abalou as suas estruturas e em 1760 ruiu uma importante parte, ficando apenas a sua torre sineira. Foi iniciada a sua reconstrução em 1774 pela Marquesa de Penalva (Eugénia de Meneses da Silva, 6ª condessa de Tarouca), mas logo em 1810 já se encontrava novamente em ruínas, sem que as obras tenham sido concluídas. A igreja matriz de Rio Maior passou a ser a Igreja do Espírito Santo que pertenceu à irmandade da Misericórdia.
Ficou a torre desta igreja, que ainda hoje existe no cemitério.
Em 1755 a igreja do século XII era a Igreja Matriz de Rio Maior mas houve um terramoto que abalou as suas estruturas e em 1760 ruiu uma importante parte, ficando apenas a sua torre sineira. Foi iniciada a sua reconstrução em 1774 pela Marquesa de Penalva (Eugénia de Meneses da Silva, 6ª condessa de Tarouca), mas logo em 1810 já se encontrava novamente em ruínas, sem que as obras tenham sido concluídas. A igreja matriz de Rio Maior passou a ser a Igreja do Espírito Santo que pertenceu à irmandade da Misericórdia.
Ficou a torre desta igreja, que ainda hoje existe no cemitério.
A partir de 1991, começou a ser evidente a necessidade de
expandir o cemitério e devido a achados arqueológicos que lavradores de
terrenos vizinhos revelavam descobrir enquanto lavravam, foram realizadas
sondagens arqueológicas nos anos de 1992 e 1993, nas quais descobriram muitos
mosaicos e a ninfa de Rio Maior, indicadores que estavam na presença de uma
importante Villa Romana. Para preservar os vestígios romanos, o cemitério foi
estendido na direcção oposta, em direcção à actual rotunda na Avenida dos
Combatentes.
Ver também o artigo sobre a primitiva Igreja Matriz, em:
Sexta-feira, 20 de Abril de 2012
Cristãos Novos
Massacre
Foi a 19 de Abril de 1506 (Fez ontem 506 anos) que se deu o
início do Massacre de Lisboa, também conhecido como Matança da Páscoa ou ainda
com Pogrom de Lisboa (Progrom é um ataque violento e maciço a pessoas com a
destruição dos seus bens). Nesta matança que se prolongou por três dias, uma
multidão perseguiu, torturou e matou centenas de pessoas acusadas de serem judias.
Árabes
A península Ibérica foi conquistada pelos Árabes entre os
anos 711 e 713. A este novo espaço foi dado o nome de al-Garb al-Andalus (daqui
advém o nome de Algarve). Na atual Estremadura portuguesa, desenvolveram-se os
centros urbanos de al-Usbuna (Lisboa) e de Santarin (Santarém).
Os vestígios da longa permanência muçulmana são
relativamente poucos, principalmente porque a política dos conquistadores
cristãos foi a de destruir cada localidade retomada aos árabes e a de queima
dos seus pertences. Mesmo assim, chegaram alguns vestígios árabes até aos
nossos dias como a atual igreja matriz de Mértola (Antiga mesquita).
Também no concelho de Rio Maior é difícil identificar um
vestígio que sem qualquer dúvida se possa caracterizar como muçulmano. Isto a
pesar das muitas lendas e atribuições de nomes árabes a algumas construções,
como a torre mourisca (S.J. da Ribeira), fonte mourisca (Assentiz), ...
D. Afonso Henriques nasceu em 1109 (ou 1108) e passa de
facto a governar o Condado Portucalense em 1128. Em 1145 conquista Leiria, em
1147 Santarém e no mesmo ano Lisboa. O Algarve foi a última porção de
território português a ser definitivamente conquistado aos mouros em 1249, no
reinado de D. Afonso III.
Para evitar abusos aos muçulmanos por parte dos cristãos,
ainda no século XII, D. Afonso Henriques outorgou aos mouros uma carta de fidelidade
(amizade) e segurança. Nesta carta o novo rei dava liberdade aos mouros e
garantia que a nenhum cristão seria reconhecido o direito de os maltratar.
Judeus
Acredita-se que os primeiros judeus chegaram à Península
Ibérica ainda durante o reino do rei Salomão (970-931 a.C.), com os comerciantes
de Tiro (fenícios).
As sucessivas invasões a Israel causaram a dispersão do povo
hebreu pelo mundo (Diáspora). Estes exilados fizeram crescer em grande número a
população judaica na Península Ibérica, na qual fundaram muitas comunidades e
contribuíram para o florescimento cultural, económico e científico.
Em Santarém a comunidade judaica era numerosa e próspera já
no período muçulmano. Estando Santarém no coração da lezíria e com uma
localização privilegiada, foi desde sempre um próspero centro agrícula e comercial
onde afluíram judeus. A Judiaria (bairro judeu) de Santarém constituiu uma das
sete comarcas definidas por D. Dinis (1279-1325) e foi reconfirmada por D. João
I (1385-1433). Em Santarém, os judeus dedicavam-se às atividades artesanais e
intelectuais.
Morte aos Hereges
O combate aos hereges, começou a tomar forma com um tratado
escrito pelo abade Pedro, que chefiava a abadia de Cluny em França, durante o
século XII. Ele afirmava que para eliminar a heresia do seio da Igreja Católica
era necessária uma purgação a realizar em quatro fases: Investigação, discussão,
achado e defesa. Assim, começou-se a desenhar a Inquisição.
A Inquisição entrou em decadência com o Renascimento (século
XV), mas em Espanha e Portugal ela foi revigorada, com a perseguição não apenas
dos hereges, mas sobretudo dos judeus.
Porque é que os judeus passaram a ser considerados ‘criminosos’?
No século IV o cristianismo tornou-se a religião oficial do
Império Romano, mas já no ano 325, o Concílio de Niceia culpava os judeus pela
morte de Jesus (esta acusação só foi retirada pelo Vaticano em 1965). Esta
hostilidade aos judeus advém em grande parte do ‘Novo Testamento’ em que existem
referências que podem ser entendidas como os judeus terem sido os culpados pela
morte de Jesus e de terem ligações com o diabo. Os pregadores cristãos
começaram a falar mal dos judeus e assim começaram a crescer os mitos da
ligação deles com rituais e atitudes satânicas. O anti-semitismo foi crescendo
cada vez mais sendo os judeus acusados de todos os males que ocorriam, como secas
e pestes. Os direitos e liberdades dos judeus começaram a ser restringidos.
A Inglaterra expulsou os Judeus em 1290 e a França em 1306.
A Espanha em 1391 assassinou cerca de 4 mil judeus em Sevilha. Para escapar à
morte, milhares de judeus espanhóis procuraram o batismo, embora muitos continuassem
a praticar a sua religião secretamente. Em 1478, o papa Xisto IV, autorizou a
criação oficial do Tribunal da Inquisição em Espanha. Como o confisco dos bens
dos acusados pela Inquisição era norma, esta passou a ser uma ferramenta usada
para o saque aos bens dos judeus. Em 1492 os reis espanhóis decretaram a
expulsão de todos os judeus que não aceitassem a imediata conversão ao
cristianismo. Quase 150 mil judeus atravessaram a fronteira e vieram para
Portugal.
Cristão Novos
Em Portugal os cristãos, muçulmanos e judeus mantinham uma boa
convivência.
O rei D. Manuel I decidiu casar com Isabel, filha dos reis
espanhóis que exigiram que Portugal expulsasse os judeus. Como os judeus eram
responsáveis por uma importante parcela da economia nacional o rei preferiu transformá-los
em Cristãos Novos por meio de um batismo forçado em 1497.
A violência explodiu em 1506, com o massacre de Lisboa,
conforme está descrito no início deste artigo.
Em 32 de Maio de 1536, o rei D. João III teve autorização do
papa para instalar a Inquisição em Portugal. A partir desta data foram mortos
muitos Cristãos Novos nos autos-de-fé da Inquisição e estes tribunais foram
usados para retirar os bens aos acusados que por muitos eram cobiçados.
Durante o período dos reis espanhóis (1580-1640) a
Inquisição teve de alargar a sua base de apoio e controlo da população. Foram
criados os conhecidos Familiares do Santo Ofício que tratavam-se de agentes
locais da Inquisição com a função de recolherem informação, denunciarem,
acompanharem a prisão e participarem no saque dos bens do condenado.
O Marquês de Pombal, foi dos poucos políticos que conseguiu
dominar a máquina da Inquisição e em 25 de Maio de 1773, acaba com a distinção
entre Cristãos Velhos e Cristãos Novos.
A Inquisição acabou oficialmente em 1821 em Portugal e em
1834 em Espanha.
Descobrimentos
Portugueses
Os descobrimentos Portugueses, foram o conjunto de viagens e
explorações marítimas realizadas entre 1415 e 1543 pelos portugueses.
Interessante é relacionar a fase de ouro da nacionalidade
portuguesa com a época de grande tolerância e boa convivência entre povos que aqui
habitavam. De notar que desde o final do século XIII os judeus vêm sendo
escorraçados das outras nações europeias e que tinham em Portugal um porto
seguro. No início do século XVI começaram os problemas também em Portugal,
coincidindo com o final da época dos descobrimentos.
Os judeus, mouros e gentes de outras terras que viviam em
Portugal estiveram sempre na frente das explorações marítimas com novos
conhecimentos e técnicas de navegação. Por exemplo, Abraão Zacuto que esteve em
Portugal foi o autor de um novo e melhorado Astrolábio e editou em 1496, numa
oficina em Leiria, as Tábuas Astronómicas para os anos de 1497 a 1500 (As
Tábuas permitiam aos navegadores orientarem-se pelas estrelas).
Rio Maior
Nesta altura e quem teve a paciência de ler esta síntese
histórica, deve-se estar a questionar da razão da existência deste artigo num blog relacionado com a região de Rio
Maior.
Só peço um pouco mais de paciência que a ligação está quase
a chegar.
Num censo realizado em 1527, identifica-se que em número de
vizinhos (vizinhos eram famílias e em média representavam 5 pessoas) a
distribuição na região era a seguinte: Arruda – 27; Outeiro – 13; Cortiçada –
6; Correias – 14; Rio Maior – 98; Arrouquelas – 5; Malaqueijo – 24; Assentiz – 13; Marmeleira – 11; Sourões – 14;
Alcobertas e Alqueidão – 40; Teira e Fonte Longa – 16 e Cabos – 6.
Parece-me um número muito reduzido de habitantes para uma
zona que se encontra muito perto de Santarém (perto mesmo para os meios de
locomoção da época) e para uma terra fértil em termos agrícolas, com muita
água, com um subsolo rico em minerais e na altura com muita e variada fauna.
Também existem relatos que não se coadunam com uma terra de
pequenas dimensões, como: D. Fernando (reinou entre 1367 e 1383) visitou várias
vezes Rio Maior para descansar e caçar; existe uma referência a D. Fernando ter
vindo para Rio Maior com a sua Côrte após assinada a paz com Castela; D. Pedro,
duque de Coimbra ficou em Rio Maior antes da batalha de Alfarrobeira (onde veio
a falecer); ...
Em Arrouquelas, por exemplo, enquanto em 1527 só foram
identificadas 5 famílas, existem relatos de nesta aldeia já ter havido: Uma possível
mesquita (vestígios encontrados por baixo da atual igreja); várias fontes de
mergulho muito antigas; um açude em estacaria de madeira associado a uma
azenha; uma fábrica de Tijolo Ladrilho; uma ferraria; um lagar; ...
Embora algumas destas referências possam não ser completamente
verdadeiras, quero é evidenciar o aparente desfasamento entre o número de
habitantes em 1527 e a importância e ocupação que as terras da região tinham.
Sabendo que esta região era habitada por mouros e judeus e
que a partir de 1506 começou o massacre, arresto de bens e destruição das
edificações dos Cristãos Novos, é muito provável que aqui também tenha havido
um massacre.
Continuando com o exemplo de Arrouquelas e com base no
artigo referenciado a seguir que se encontra no site da Junta de Freguesia de Arrouquelas, junto à igreja, existe
um local (os Mor Tórios) que segundo a lenda, houve aí uma grande mortandade.
Apesar desta época da história portuguesa ter partes
bastantes escuras, seria bom realizar um estudo mais exaustivo pois para
criarmos um futuro sólido e coerente é fundamental conhecermos o nosso passado,
pelo menos, para não voltarmos a cometer os mesmos erros.
Terça-feira, 17 de Abril de 2012
Bica de Água em São João da Ribeira - N.S. das Virtudes
Bica de água em Vale de Barco, São João da Ribeira.
Este espaço sofreu obras de remodelação em 2010, em que lhe
foi inserido um bonito painel de azulejos alusivo à Ermida de Nossa Senhora das
Virtudes (Séc XVI).
Penso que esta é uma imagem da Capela de Nossa Senhora da
Escusa antes das obras realizadas na década de 80 do século passado.
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